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Um personagem mesquinho

Por trás das causas mais justas, escondem-se homens de variada estatura ética e moral. Alguns, a despeito da barba na cara, não passam de moleques. Baruch Blumberg, ora à frente do Fórum Permanente do Audiovisual Sergipe, é destes. Versado na arte de procurar pêlo em ovo com o fim exclusivo de fazer barulho, o coitado resolveu bater de frente comigo, a troco de coisa nenhuma. Cá entre nós, em quinze anos de jornalismo profissional, eu já enfrentei oponentes mais fortes.

Quem o vê na rua não dá nada pelo sujeito. Sempre reticente, fala mansa, mal encara os outros, como alguém com nome sujo na praça. Faz-se de besta. Em verdade, o suposto acanhamento serve de disfarce para uma ambição sem tamanho. A figura apagada é um reflexo da falta de caráter.

O caso do Fórum Audiovisual é exemplar de como os espaços de representação coletiva podem se converter em instrumentos para um fim particular, ou de um grupo restrito. Algo semelhante ocorreu com o sindicato dos músicos de Sergipe, mas essa é outra história. Aqui, importa relatar o modus operandi de um crápula.

Em 2017, o produtor cultural Werden Tavares foi convidado pela Prefeitura de São Cristóvão para coordenar uma mostra de filmes durante o festival de artes. Baruch ficou de tocaia. Quando três realizadores se queixaram de ter os filmes vetados, ele caiu matando, alegando falta de transparência e democracia na curadoria por meio de Carta Aberta (o valente gosta do expediente). Na realidade, todos os filmes inscritos no FASC foram exibidos, com exceção dos que tiveram problemas com a documentação exigida em edital.

Agora, Baruch pretende queimar o bom trabalho realizado pela Funcaju no Centro Cultural da Praça General Valadão. Questiona-se, por exemplo, a razão de o projeto Ocupe a Praça abraçar a música realizada aqui e agora, em plena aldeia Serigy; a validade do palco erguido pelo Quinta Instrumental. Estes que agora reclamam jamais peitaram a administração João Alves Filho, enquanto o casarão esteve de portas cerradas, como eu fiz um dia depois do outro, de público, em letra de imprensa. Se agora me dou ao direito de bater palmas, o faço de cabeça erguida, feliz da vida. Não tenho rabo preso com o poder público, muito menos com artista.

Baruch solicitou o uso do direito de resposta ao Jornal do Dia. Segundo ele, em recente matéria publicada no diário, eu privilegio a versão de Graziele Ferreira, coordenadora do NPD, acusado pelo Fórum de se apropriar dos direitos de um filme. A alegação de parcialidade é uma mentira deslavada. A matéria não entra no mérito da questão. Ademais, ao formalizar a solicitação, ele não informa que foi procurado de maneira insistente. Também não menciona que faltou com todos os prazos acordados para esclarecer a atuação do Fórum.

No fundo, no fundo, o dito cujo não merecia tamanha atenção. Mas cabeça vazia é morada do diabo. Eu me peguei a perguntar se um personagem assim pequeno poderia render um bom texto. Agora tenho a resposta.

Comentários

  1. É lamentável que as contendas aconteçam assim. O NPD durante o governo João Alves iria virar uma lahouse, não fosse a minha teimosia em fazer um documento e procurar o coordenador do Fórum de Áudio Visuais, Baruch. Dali se seguiram reuniões com o então presidente da Funcaju e grupos de pessoas da área se mobilizaram. Pela minha atitude incisiva daquele momento, muito tempo depois, eu vim a saber que certo produtor me hostilisou por acreditar que o meu interesse era dirigir o NPD. O sujeito certamente não me conhecia. Tanto assim, que me imaginara servindo a um governo que eu previa apagar toda a programação cultural da cidade. Diante da hostilidade me afastei. Pois bem, o NPD foi salvo da extinção, mas hibernou durante todo o governo João Alves e o silêncio foi sepulcral. Retoma-se o governo da mão da direita mais refratária à cultura e o NPD, agora realiza várias ações. Agora vêm as inquietações e contestações. Normal, mas a crítica à crítica também precisa ser exercida. Sabem-se de demandas outras, mas aos olhos do grande público que frequenta suas atividades, os benefícios são enormes. Vemos que a partir de uma questão particular estão querendo quase que anular o NPD de gerir suas atividades, ao ponto de negar a ele, o uso de um produto produzido sob sua coordenação, para fins didáticos e com todos os recursos advindos do dinheiro público. Faço aqui este comentário porque também ajudei a criar o Fórum de Áudio Visual. Sei da sua importância, assim com da defesa que se faz dos direitos autorais em meio às argumentações dos realizadores. Porém, precisa-se usar o bom senso. O diálogo feito usando o cérebro produz maiores e melhores resultados do que a exibição de bíceps por conta da irá.

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  2. Marcelo Roque Belarmino20 de setembro de 2019 15:55

    A CESAR O QUE É DE CESAR

    Não foi bem assim que aconteceu. Esta discussão iniciou através de uma petição pública online que criei com o título: "SALVE O NPD ORLANDO VIEIRA ". Bem no início do governo João Alves saiu na imprensa que iriam acabar com o Núcleo. Fiz esta petição, depois convidei Cruz para participar. Teve boa repercussão com 651 membros assinantes. A partir daí foi criado uma comissão para dialogar com a Funcaju com integrantes do Forum e entregar a petição. Fui a uma reunião presencial, não gostei do caminho que tava tomando e não participei mais desta parte. Cruz realmente levou a frente com o pessoal, mas o que deu a largada foi esta Petição. Duvido muito vc ter um documento anterior a 18 de fev de 2013 que foi quando criei.

    https://www.causes.com/causes/814164-salve-o-npd-orlando-vieira/about

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